Gollum, gollum!
sábado, setembro 11, 2010
Leituras - O Senhor dos Anéis - As Duas Torres
À noite, normalmente já com o Martim deitado, prossegue a nossa leitura (tipicamente eu leio em voz alta) de O Senhor dos Anéis. Vamos no segundo volume, As Duas Torres, e já perto do fim.
Leituras - O Infinito na Palma da Mão
Finalmente tive a oportunidade de ler (essencialmente durante as férias na Madeira) um livro de Matthieu Ricard, co-autor com Trinh Xuan Thuan. Nas próprias palavras do livro, trata-se de "O diálogo esclarecedor entre um cientista convertido ao budismo e um budista que optou pela carreira científica". Gostei bastante do livro, embora considere que para uma apreciação adequada é requerido um grau importante de conhecimento científico e da doutrina budista, sob pena de se poderem fazer interpretações indevidas. Isto porque o livro é muito abrangente e alguns assuntos, ao serem dicutidos de forma necessariamente superficial, podem enfraquecer a validade das conclusões, por falta de fundamentação. Ou seja, por vezes senti que havia alguns "saltos" nas conclusões que a argumentação expressa poderia não suportar. Todavia, é um óptimo livro para servir como base a uma exploração pessoal. Uma publicação da Casa das Letras.
O livro faz uma citação perfeita de William Blake a propósito do seu tema central:
... que, por curiosidade, foi a óbvia inspiração de Sting para:
O livro faz uma citação perfeita de William Blake a propósito do seu tema central:
Ver um universo num grão de areia,No original...
E um paraíso numa flor selvagem,
Conter o infinito na palma da mão,
E a eternidade no tempo de uma hora.
To see a World in a Grain of Sand
And a Heaven in a Wild Flower
Hold Infinity in the palm of your hand
And Eternity in an hour
... que, por curiosidade, foi a óbvia inspiração de Sting para:
Finding the world in the smallness of a grain of sand
And holding infinities in the palm of your hand
And heaven's realms in the seedlings of this tiny flower
And eternities in the space of a single hour
Leituras - Dez Lições sobre o Budismo
Da Editorial Presença, Dez Lições sobre o Budismo de Giangiorgio Pasqualotto foi uma feliz surpresa, proporcionando uma introdução excelente ao Budismo e mantendo o interesse mesmo para os que, como eu, já não procuram exactamente uma introdução ao tema. Recomendo vivamente.
quarta-feira, junho 09, 2010
Leituras - Mais Rápido que a Luz
Com o subtítulo Biografia de uma Especulação Científica, este livro do físico português João Magueijo poderia ser interpretado como uma bofetada de luva branca nas cúpulas burocráticas da comunidade científica, quando, na verdade, se trata de uma sucessão de socos no estômago. Com uma linguagem a que alguns gostariam de poupar as senhoras, bate com força onde doeria mais (se os alvos estivessem capacitados para sentir tal dor). Sem perdão.
Criador e estudioso de uma Teoria da Velocidade da Luz Variável, relata neste livro as peripécias resultantes do atrevimento de pôr Einstein em dúvida. De caminho, abre horizontes a novas concepções do Universo.
Editora? Brincam, com certeza. Gradiva, claro.
Criador e estudioso de uma Teoria da Velocidade da Luz Variável, relata neste livro as peripécias resultantes do atrevimento de pôr Einstein em dúvida. De caminho, abre horizontes a novas concepções do Universo.
Editora? Brincam, com certeza. Gradiva, claro.
Leituras - O Fim do Mundo Está Próximo?
Mais uma publicação da Gradiva - esta editora é realmente sinónimo de qualidade! Na sequência de uma série de sessões sobre Matemática que o Professor Jorge Buescu apresentou na empresa onde trabalho (são estes momentos que me fazem realmente sentir privilegiado de lá trabalhar), e aproveitando o embalo, li numa penada este livro do Professor (na verdade já terminei há umas semanas). Apresenta interessantes questões matemáticas de forma atraente e acessível, com a ajuda de um humor inteligente, pelo que constitui uma leitura agradável e motivante, a saber a pouco. Por isso mesmo já tenho comigo os seus dois outros livros: O Mistério do Bilhete de Identidade e Outras Histórias e Da Falsificação de Euros aos Pequenos Mundos. Escusado será dizer qual é a editora.
sábado, abril 17, 2010
Leituras - Never Tell Too Plainly
Contrariando a tendência habitual de mencionar aqui neste blogue os livros que ando a ler, vou mencionar dois artigos que encontrei relativos ao Budismo Zen.
O primeiro é um estudo interessantíssimo sobre o método de comunicação utilizado pelo Budismo Zen:
The Pragmatics of ‘Never Tell Too Plainly’: indirect communication in Chan Buddhism
Youru Wang, Philosophy Department, The Chinese University of Hong Kong, Shatin, NT, Hong Kong
Asian Philosophy, Vol. 10, No.1, 2000
http://www.thezensite.com/ZenEssays/Philosophical/Never_Tell_Too_Plainly.html
O segundo, parece-me explicitar maravilhosamente a essência do Zen (numa abordagem explicativa em contradição com o descrito no artigo anterior?... ou talvez não):
Actualizing the Fundamental Point (Genjo-koan)
Written in mid-autumn, the first year of Tempuku 1233, and given to my lay student Koshu Yo of Kyushu Island. {Revised in} the fourth year of Kencho {I252}.
http://www.thezensite.com/ZenTeachings/Dogen_Teachings/GenjoKoan_Aitken.htm
O primeiro é um estudo interessantíssimo sobre o método de comunicação utilizado pelo Budismo Zen:
The Pragmatics of ‘Never Tell Too Plainly’: indirect communication in Chan Buddhism
Youru Wang, Philosophy Department, The Chinese University of Hong Kong, Shatin, NT, Hong Kong
Asian Philosophy, Vol. 10, No.1, 2000
http://www.thezensite.com/
O segundo, parece-me explicitar maravilhosamente a essência do Zen (numa abordagem explicativa em contradição com o descrito no artigo anterior?... ou talvez não):
Actualizing the Fundamental Point (Genjo-koan)
Written in mid-autumn, the first year of Tempuku 1233, and given to my lay student Koshu Yo of Kyushu Island. {Revised in} the fourth year of Kencho {I252}.
http://www.thezensite.com/
Leituras - O Silmarillion e O Senhor dos Anéis
Como pano de fundo de outras leituras, ando a reler o Silmarillion, em inglês. Normalmente, leio no comboio. Em casa, à noite, e porque o Martim assim insistiu (não, não fui que lho impingi, pelo menos não directamente) andamos a ler O Senhor dos Anéis - A Irmandade do Anel, em português, naturalmente. A tradução é algo fraca, temos apanhado vários erros ortográficos e nem sempre fico agradado com as traduções de nomes e lugares. Um aviso à navegação, portanto: não há como ler o original. Nestes livros, a sonoridade das palavras tem uma importância fundamental, e há poemas, canções. Em tudo isso se perde detalhe precioso, a alma do original.
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