segunda-feira, maio 23, 2005
Relatório Martim - XXXIX
O Martim voltou a cair doente. Que diabo! Quando tudo parecia bem, ontem (domingo) à tarde acordou da sesta - depois das 18h00! - e estava com 38.7º. Brufene para cima a ver se se aguentava. Ainda hesitámos em dar-lhe o Ben-u-ron às 23h00, quando se foi deitar, mas combinámos acordar aí às 3h da manhã para ir ver como ele estava e medir-lhe a febre. Ele começou logo por querer companhia para dormir - o barulho das buzinas dos benfiquistas a caminho da Luz assustou-o um bocado (aliás já se tinha assustado bastante quando os jogadores começaram a tirar as camisolas, e quando as trocaram por outras brancas, do Benfica Campeão). Lá fiquei com ele. E adormeceu. Acordou antes das 3h a chamar por nós, porque tinha vomitado na cama... Estava com 39.2º, mas ao toque até parecia ter bem mais. Depois com o Ben-u-ron lá ficou bem. De manhã ficou com a Dulce, vou agora ligar para ver como está. [...] 38.5º. A saga continua.
BENFICA!
Foi grande a fome, mas o Benfica é de novo Campeão! (*)
URRA!!
(*)palavra tão desgastada por um sotaque nortenho e que reforça agora as tonalidades alfacinhas!
URRA!!
Sou do Benfica
E isso me envaidece
Tenho a genica
Que a qualquer engrandece
Sou de um clube lutador
Que na luta com fervor
Nunca encontrou rival
Neste nosso Portugal.
(Refrão - Repete uma vez)
Ser Benfiquista
É ter na alma a chama imensa
Que nos conquista
E leva à palma a luz intensa
Do sol que lá no céu
Risonho vem beijar
Com orgulho muito seu
As camisolas berrantes
Que nos campos a vibrar
São papoilas saltitantes.
(*)palavra tão desgastada por um sotaque nortenho e que reforça agora as tonalidades alfacinhas!
quinta-feira, maio 19, 2005
Sporting
Esta doeu, bolas!...
Se o remate ao poste, que não entrou devido a um qualquer campo de forças, foi o soco no estômago, aquele contra-ataque do CSKA que se seguiu, enquanto estávamos ainda todos a olhar para os momentos que tinham acabado de acontecer, foi certamente a facada nas costas.
Tenho pena pelo Sporting. Graças a deus sou ateu, e do Benfica.
Se o remate ao poste, que não entrou devido a um qualquer campo de forças, foi o soco no estômago, aquele contra-ataque do CSKA que se seguiu, enquanto estávamos ainda todos a olhar para os momentos que tinham acabado de acontecer, foi certamente a facada nas costas.
Tenho pena pelo Sporting. Graças a deus sou ateu, e do Benfica.
Relatório Martim - XXXVIII
O Martim já está bom. Nunca se vai saber que virose o apanhou, porque nas análises não se confirmou nenhum dos vírus esperados. Adiante.
Todas as noites, quando chegamos a casa e logo antes de tomar banho, e/ou durante o jantar, e imprescindivelmente antes de se deitar, o Martim pede para ver Desanimados. Já devem estar a perceber: Desanimados são Desenhos Animados, numa forma contraída que não lembraria ao mais rebuscado filólogo. :-) Não é que ele não consiga dizer, porque quando gozámos o suficiente com ele (e não foi preciso muito), logo ele disse com um cuidado de explorador De-se-nhos Animados, mas dá-lhe mais jeito. E a mim, para ser sincero, também, que estou tão tentado a transformar o desânimo em algo por que esperar ansiosamente.
Entretanto, para que conste, os ditos Desanimados são: o (imortal) Noddy, a Kitty (Hello!), os Tweenies, mas agora, sobretudo, o pequeno Ruca, de influência tão feroz, que eu e a Rita já somos apelidados sistematicamente de Papá e Mamã, quando não era assim tão costumeiro, e ainda por cima com a mesma entoação subtil do pequeno personagem. :-)
Todas as noites, quando chegamos a casa e logo antes de tomar banho, e/ou durante o jantar, e imprescindivelmente antes de se deitar, o Martim pede para ver Desanimados. Já devem estar a perceber: Desanimados são Desenhos Animados, numa forma contraída que não lembraria ao mais rebuscado filólogo. :-) Não é que ele não consiga dizer, porque quando gozámos o suficiente com ele (e não foi preciso muito), logo ele disse com um cuidado de explorador De-se-nhos Animados, mas dá-lhe mais jeito. E a mim, para ser sincero, também, que estou tão tentado a transformar o desânimo em algo por que esperar ansiosamente.
Entretanto, para que conste, os ditos Desanimados são: o (imortal) Noddy, a Kitty (Hello!), os Tweenies, mas agora, sobretudo, o pequeno Ruca, de influência tão feroz, que eu e a Rita já somos apelidados sistematicamente de Papá e Mamã, quando não era assim tão costumeiro, e ainda por cima com a mesma entoação subtil do pequeno personagem. :-)
segunda-feira, maio 16, 2005
Rome Total War
Vem aí o Mod mais aguardado(*) do século para o Rome Total War: Rome Total Realism 6.0.
Ai, como fazer para parar de jogar?!!!
(*) por um pequeno grupo de fiéis, é certo; mas oh! quão fiéis!!!
Ai, como fazer para parar de jogar?!!!
(*) por um pequeno grupo de fiéis, é certo; mas oh! quão fiéis!!!
Leituras - História de Roma
Sobre a Roma epicurista (cerca de 100 d.c.), uma descrição que ajuda a pôr em perspectiva a nossa própria realidade:
O matrimónio, que na época estóica fora um sacramento e voltará a sê-lo na cristã, era agora uma aventura passageira; e a criação dos filhos, considerada em tempos um dever para com o Estado e para com os deuses, que prometiam uma vida ultraterrestre apenas a quem deixava alguém a olhar pelo seu túmulo, agora era considerada um aborrecimento, um empecilho a evitar. O infanticídio já não era permitido, mas o aborto era prática comum, e, se não resultava, recorria-se ao abandono do recém-nascido aos pés de uma coluna lactária, assim chamada porque estavam ali de guarda amas-de-leite, pagas propositadamente pelo Estado, para aleitar os enjeitados.Sob a influência destes costumes, a própria estrutura biológica e racial de Roma sofrera uma mudança. Qual o cidadão que não tinha nas suas veias algumas gotas de sangue estrangeiro?A mãe romana que decidia pôr um filho no mundo, só se fosse mesmo muito pobre é que não se desembaraçava dele imediatamente, confiando-o primeiro a uma ama para o aleitamento, e depois a uma perceptora grega [...].
E sobre Antonino, o trecho magnífico abaixo. Como seria o nosso país com políticos assim?!:
O título de «Pio» foi dado a Antonino a posteriori pelo Senado, que lhe chamou também Optimus princeps, o melhor dos príncipes. [...] Este homem sem inimigos, teve um em sua casa: sua mulher: Faustina era bela e, no mínimo vivaça. [...] Quando Faustina morreu, instituiu em sua honra um templo e um fundo para a educação das raparigas pobres, depois de a ter repreendido uma única vez na vida: quando ela, ao saber-se imperatriz, fizera algumas exigências de luxos. «Não percebes», disse-lhe, «que agora perdemos aquilo que tínhamos?».Não se tratava de retórica, porque o primeiro gesto de Antonino como imperador foi depositar a sua imensa fortuna nos cofres do Estado. Quando morreu, o seu património pessoal estava reduzido a zero, e o do Império elevava-se a dois biliões e setecentos milhões de sestércios, quantia jamais atingida.
O matrimónio, que na época estóica fora um sacramento e voltará a sê-lo na cristã, era agora uma aventura passageira; e a criação dos filhos, considerada em tempos um dever para com o Estado e para com os deuses, que prometiam uma vida ultraterrestre apenas a quem deixava alguém a olhar pelo seu túmulo, agora era considerada um aborrecimento, um empecilho a evitar. O infanticídio já não era permitido, mas o aborto era prática comum, e, se não resultava, recorria-se ao abandono do recém-nascido aos pés de uma coluna lactária, assim chamada porque estavam ali de guarda amas-de-leite, pagas propositadamente pelo Estado, para aleitar os enjeitados.Sob a influência destes costumes, a própria estrutura biológica e racial de Roma sofrera uma mudança. Qual o cidadão que não tinha nas suas veias algumas gotas de sangue estrangeiro?A mãe romana que decidia pôr um filho no mundo, só se fosse mesmo muito pobre é que não se desembaraçava dele imediatamente, confiando-o primeiro a uma ama para o aleitamento, e depois a uma perceptora grega [...].
E sobre Antonino, o trecho magnífico abaixo. Como seria o nosso país com políticos assim?!:
O título de «Pio» foi dado a Antonino a posteriori pelo Senado, que lhe chamou também Optimus princeps, o melhor dos príncipes. [...] Este homem sem inimigos, teve um em sua casa: sua mulher: Faustina era bela e, no mínimo vivaça. [...] Quando Faustina morreu, instituiu em sua honra um templo e um fundo para a educação das raparigas pobres, depois de a ter repreendido uma única vez na vida: quando ela, ao saber-se imperatriz, fizera algumas exigências de luxos. «Não percebes», disse-lhe, «que agora perdemos aquilo que tínhamos?».Não se tratava de retórica, porque o primeiro gesto de Antonino como imperador foi depositar a sua imensa fortuna nos cofres do Estado. Quando morreu, o seu património pessoal estava reduzido a zero, e o do Império elevava-se a dois biliões e setecentos milhões de sestércios, quantia jamais atingida.
sexta-feira, maio 13, 2005
Relatório Martim XXXVII
Pois é. Passada a dor de garganta, chegou a vez de apanhar uma infecção viral qualquer. Na passada sexta-feira até tinha deixado de ter febre, para recomeçar na segunda-feira , continuar na terça, e termos de ir à pediatra na quarta, que nos mandou fazer análises ao sangue, coisa que fizemos na Clínica do SAMS. Quinta ainda teve 38.0 (que é o limiar da indefinição), vamos a ver hoje. À partida pode ser Mononucleose, ou Citomegalovirus, ou outra infecção viral qualquer, que não será grave. Resultados parciais das análises só na próxima terça, totais em Junho. E isto porquê? Porque não foram só análises para esta questão. A pediatra deve ter aproveitado e pedido tudo aquilo de que se lembrou e que pudesse vir a dar jeito. É que tirar sangue a uma criança pequena (e estamos a falar para aí do volume de um dedo indicador - meu - ou mais) é o cabo dos trabalhos. Sobretudo se tiver as veias fundas como o pai - que tem; e se não se encontrar mais do que uma fininha - que foi o caso. A verdade é que ele aguentou estoicamente (mas a fazer cada vez mais força, e a ficar acda vez mais vermelho) que lhe espetassem o braço e, com a agulha introduzida, andassem à procura da veia durante bem um minuto. E só mesmo quando acertaram e começaram a tirar é que não pôde mais e chorou. Quando terminou, expliquei-lhe que as senhoras não tinham feito por mal, que fizeram o que era preciso, e que não lhe tínhamos dito que ia doer tanto porque não sabíamos, às vezes não é tão mau. Perguntei-lhe se ele não dizia "obrigado" e ele choroso ´lá disse "muito obrigada", ofereceram-lhe uma seringae foi a choramingar até casa, porque o braço devia doer à brava. Em casa levou um ben-u-ron, para passar as dores, e melhor seria tê-lo dado antes das análises, mas seria preciso ter perguntado à médica se intereferia no resultado. Mas ficam a saber: antes de situações de softrimento, não é má ideia (dar a ) tomar um ben-u-ron.
Enfim, isto tem andado um bocado mau, mas a boa disposição ninguém lha tira.
Ah! Ia-me esquecendo de mais uma sessão do Teatro Experimental Martim. Então ele era o pai, eu a mãe, e a mãe era a filha. E segue assim a conversa:
Enfim, isto tem andado um bocado mau, mas a boa disposição ninguém lha tira.
Ah! Ia-me esquecendo de mais uma sessão do Teatro Experimental Martim. Então ele era o pai, eu a mãe, e a mãe era a filha. E segue assim a conversa:
Rita
Pai, posso comer um iogurte?
Martim
Lamento!... Só pode ser amanhã.
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